É com grande entusiasmo que anunciamos a abertura, em 01 de fevereiro de 2024, da exposição "Moderno Olhar" na Galeria TNT Arte, localizada em São Conrado. Este evento representa um desdobramento da bem-sucedida exposição realizada em novembro passado em Belo Horizonte, fruto da parceria nossa galeria carioca e a Errol Flynn Galeria de Arte que foi aclamada tanto pela crítica quanto pelo público.
Sob a curadoria de Edson Alexandre e Thais Alexandre, a exposição foi expandida, incorporando novas obras e desenvolvendo novos núcleos expositivos.
Este projeto faz parte do programa Seleção Acervo, no qual a Galeria TNT apresenta recortes significativo de seu vasto acervo sob diferentes perspectivas curatoriais. Nesta terceira edição, destacamos a inédita apresentação da obra "Moderno Olhar", uma importante pintura de Vicente de Rego Monteiro, entre outras obras reunidas.
A diversidade é uma marca da exposição, que inclui um núcleo dedicado à arte popular brasileira, explorando temas que estiveram em evidência no circuito artístico ao longo do último ano. Entre os artistas destacados, encontram-se Chico da Silva, Rosina Becker do Vale, José Antonio da Silva, e Grauben do Monte Lima, importantes nomes da arte popular e do Naïf brasileiro. Representado por artistas que exploram uma estética ingênua e autêntica, muitas vezes inspirada na vida rural e nas tradições culturais do Brasil, o Naïf tem ganhado notoriedade no cenário contemporâneo, com diversas exposições nacionais e internacionais dedicadas a esses artistas.
Explorando a representação do século XIX, artistas como Castagneto e Nicolau Facchinetti, figuras relevantes na representação da paisagem brasileira, compartilham espaço com Timoeto da Costa, um dos primeiros artistas negros a ingressarem na Escola Nacional de Belas Artes no início do século XX, marcando uma conquista social significativa.
Ao discutir ainda a presença do artista negro no cenário artístico contemporâneo, destacamos José Adário, com suas ferramentas ligadas as religião afrodescentente. um artista reconhecido internacionalmente por suas obras em ferro dedicadas à tradição do candomblé.
Outro núcleo da mostra é dedicado a Minas Gerais, uma homenagem remonta à primeira montagem da exposição, que prestou tributo a Yara Tupinambá. Juntam-se a ela renomados artistas como Amilcar de Castro, Diego Rodrigues e Roberto Vieira.
Ao trazer artistas mulheres de distintos períodos, podemos observar a evolução da participação feminina na arte brasileira. A temática da mulher é abordada com sensibilidade, destacando não apenas o corpo feminino nas obras da contemporânea Pietrina Checcaci, mas também o aspecto pioneiro de artistas como Georgina de Albuquerque. As já citadas Rosina e Yara também desempenham papéis importantes nesse contexto, contribuindo para uma narrativa abrangente que destaca a progressiva presença e influência das mulheres na cena artística brasileira ao longo dos séculos.




