Abelardo Zaluar (1924–1987) foi uma figura central no modernismo brasileiro, conhecido por transitar entre a figuração e a abstração com um rigor técnico invejável. Ele não era apenas um pintor, mas um pensador da forma.
Zaluar iniciou sua formação artística nos anos 40, estudando na Escola Nacional de Belas Artes (ENBA). Seu desenvolvimento foi marcado por uma busca constante pela síntese da forma.
Nos anos 50, ele viajou para a Europa, onde teve contato direto com as vanguardas. Ao retornar ao Brasil, tornou-se um professor influente, lecionando na escolinha de Arte do Brasil e, mais tarde, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ. Sua trajetória é marcada por uma evolução intelectual: partiu de temas sociais e paisagens para uma investigação profunda sobre a geometria, o ritmo e o espaço.
A obra de Zaluar é geralmente dividida em três fases principais:
Principais suportes:
Formação Acadêmica
1943-1945: Estuda na Escola Nacional de Belas Artes (ENBA) com mestres como Henrique Cavalleiro.
Exposições Relevantes
Bienal Internacional de São Paulo: Participou de diversas edições (1951, 1953, 1955, 1959, 1961, 1963, 1965, 1967).
Salão Nacional de Arte Moderna: Presença constante nos anos 50 e 60, recebendo o prestigiado Prêmio de Viagem ao Estrangeiro em 1958.
Exposições Internacionais: Expôs em cidades como Paris, Veneza (Bienal de Veneza de 1964), Washington e Tóquio.
Atuação Profissional e Prêmios
Magistério: Professor Titular da UFRJ.
Premiações: Além do prêmio de viagem, recebeu diversas medalhas de ouro e honrarias em salões estaduais e nacionais.
Acervos: Suas obras figuram nos principais museus do país, como o MNBA (Museu Nacional de Belas Artes) e o MAM (Museu de Arte Moderna) do Rio e de São Paulo.